Ao expor sobre "bullying" no I Encontro sobre Ações de Combate e Prevenção a Violência e Criminalidade Infanto Juvenil, que aconteceu na noite desta terça feira (30/06), no anfiteatro do CEUA, em Aquidauana, o Dr. Guilherme Schelb foi taxativo ao dizer que é preciso analisar onde está o fogo. Sob o olhar atento do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB), seu vice Vanildo Neves, do Procurador Geral Dr. André Beda, do assessor especial para Assuntos Religiosos Ailan José do Nascimento, vários gerentes municipais, do juiz Dr. José de Andrade Neto e do promotor Dr. Antenor Ferreira de Rezende Neto, entre outras autoridades, o preletor convidado conseguiu prender a atenção de todo o auditório, ao discorrer sobre "como investigar situações suspeitas".
"Quando vemos um incêndio, ficamos agoniados com os bombeiros, porque chegam carros, viaturas e num primeiro momento ninguém joga água para apagar o fogo. Por que a demora? É preciso descobrir a causa da fumaça. Onde o fogo está", ilustrou o preletor, para lembrar que jovens indisciplinados na escola, jovens que usam droga, são como a fumaça. "É preciso identificar onde está o fogo, ou seja, se o problema está na família, em companhias, amizades, se é abuso sofrido no passado, etc", orientou.
Ao término de sua palestra o Dr. Schelb recebeu uma camiseta dos alunos da Escola Doris Mendes Trindade, que desenvolve o projeto "A paz é o fruto da justiça – há uma luz no fim do túnel". Um grupo de quarenta alunos daquela instituição está trabalhando sobre o bullying e outras formas de agressão, desde março, através de pesquisa e diversas ações visando a formação de consciência. Segundo as alunas Eronilda Moreira e Raisa Vitória Silva de Assis, os enfoques foram definidos depois de uma pesquisa interna, com os alunos, pais e comunidade que optaram pelo bullying, pedofilia, desigualdade racial e racial, agressão sexual e agressão doméstica.
Sobre o bullying, trata-se de um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. O termo é usado em relação aos atos de violência – física ou psicológica – praticados por um indivíduo ou grupo com objetivo de agredir outro indivíduo incapaz de se defender. Segundo as psicólogas Lamara Pontim e Vilma Ximenes, da Gerência de Administração, as escolas não admitem a sua ocorrência entre os alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo. Daí a importância da iniciativa desenvolvida pela Escola Dóris e, obviamente, do governo municipal, através de iniciativas como o encontro. "Muito bom", avaliam.